20101028

Loki

Cinebiografia de Arnaldo Baptista, fundador dos Mutantes, depoimentos do Arnaldo e de personalidades como Tom Zé, Sérgio Dias, Kurt Kobain, Gilberto Gil, Roberto Menescal, Liminha, Sean Lennon, Lobão, Rogério Duprat e outros...

Direção/Roteiro/Edição : Paulo Henrique Fontenelle































20101027

Presente de aniversário



O baixo é a cara do meu, porém o meu tem 'só' 4 cordas.
Imperdíveis: deliruimzim do baixista aos 1:42 e 'Yabadabadoo' do Arnaldo aos 1:50.
(E tem a limpadinha da boca do Sérgio na manga do casaco bem no início...rs)
:-)

...
se eles rezam muito
estou nirodha...

Glaide plug-ups

e da teclada também.

E observe, que antes de sair pela boca, ou pelos dedos, ocupou o seu núcleo de existir, sua mente.

DYS 1.14 - A Prática bem sucedida


1.14 sah tu dirgha kala nairantaira satkara asevitah dridha bhumih

Quando esta prática é feita por tempo adequado e considerável, sem interrupção e com devoção sincera, então a prática se torna um um alicerce firme, enraizado, estável e sólido, se torna bem sucedida.

sah = isto, esta (prática)
tu = e, mas, no entanto
dirgha = longo
kala = time
nairantaira = sem interrupção, continuamente,
satkara = devoção sincera, respeito, reverência, atitude positiva, ação correta
asevitah = perseguidos, praticada, cultivada, atendidos, feito com atenção assídua
dridha-bhumih = sólido, fundação estável, firmemente enraizada, de terra firme (dridha = empreendimento, estabelecimento ; bhumih = terra )

Sempre haverá uma tendência em iniciar a prática com entusiasmo e energia, e buscando resultados imediatos. Mas as pressões contínuas do dia-a-dia e a enorme resistência da mente humana nos incitam à sucumbir às fraquezas humanas. Tudo isso é compreensível, até a página 2, todos nós temos tendências que nos destroem, porém todos nós também possuímos a chave mestra para nos livrar das inclinações que nos aprisionam: a prática correta, constante, dedicada e sincera.

É importante tentar manter a regularidade na prática do Yoga, pois a cada ruptura somos obrigados a retomar de um ponto bem mais atrás onde estávamos, portanto é recomendado que se pratique sempre, quanto mais  perseverante e disciplinada a prática, melhor.

Devemos encarar a prática como encaramos a satisfação de nossas necessidades básicas: alimentamos nosso corpo todos os dias, vamos ao banheiro todos os dias, escovamos os dentes e nos lavamos todos os dias, dormimos todos os dias; nossa prática de Hatha Yoga também deveria ter lugar junto às atitudes que mantém e promovem nossa saúde e nosso bem estar. 

Algumas pessoas arrumam tempo para fazer fofoca, outras ocupam sua mente com pensamentos negativos ou azedam suas emoções, ou fazem tudo isso todos os dias. Se nós podemos fazer todas essas coisas todos os dias, então também podemos fazer as práticas que levam à tranquilidade a cada dia, sem exceção.

Praticando sempre, regularmente, devotadamente, um dia a pessoa pode a perceber que sua prática é uma uma parte elegante, simples, surpreendente, maravilhosa e gratificante de sua vida.

A pessoa pode perceber que a prática do Yoga  é realmente sua atividade/atitude mais valioso, e que a prática é responsável pelo sorriso sincero que esta pessoa transpira por todos os poros. 

DYS 1.13 - Prática + Desapego: como faz?


1.13 tatra sthitau yatnah abhyasa

Prática é basicamente o esforço correto, tranquilo, constante e estável, necessário para avançar em direção ao estado de Yoga, para o alcance e a manutenção deste estado.
tatra = destes dois (abhyasa e vairagya)
sthitau = estabilidade, tranquilidade estável, calma imperturbável
yatnah = esforço, o esforço persistente, sustentada luta, esforço
abhyasa = por ou com a prática, prática repetida, constância em praticar

As práticas escolhidas devem ser aprendidas corretamente, com calma e perseverança, de preferência com auxílio e orientação de um professor+praticante, que compreenda o caráter pessoal ( postural e emocional) temporário e social do aluno. Se a prática apropriada para um determinado aluno e adequada ao seu estado de saúde (física, emocional e mental) não for obtida, ou não for seguida, há poucas chances de sucesso em alcançar o estado de Yoga.

A tranquilidade necessária vem da certeza de que os resultados benéficos da prática adequada são acessíveis à todos, vem da atitude de 'perder' paulatinamente a vontade de alimentar seu lado 'ruim'. É um estado de serenidade que permanece na pessoa que pratica, não é comparável ao alívio fugaz e ilusório que a maioria das pessoas sente quando abandona os problemas para passar um final de semana ou férias longe de sua vida prosaica e que acaba quando acaba o feriado ou o período de férias, junto com o retorno da pessoa para a sua rotina.

Por vezes, obter esta tranquilidade e estabilidade exige que a pessoa tome medidas, faça um planejamento adequado da sua  agenda ou maneira de viver para garantir o espaço necessário para estes atributos se estabelecerem.

No Yoga, também não dá para fazer omelete sem quebrar os ovos, nem para mudar a rotina ou o comportamento sem alguma negociação.

Pescaria: Raios e trovões!



O que fazer quando ficamos com raiva?

Quando menos esperamos a raiva pode nos subjugar. Nossa mente se estreita, nossa paciência vai embora e o que pensamos ser a causa da nossa raiva é atacada por pensamentos, palavras ou até ações. Muitos hormônios nocivos são lançados na nossa corrente sanguínea , nossos batimentos cardíacos sobem e perdemos temporariamente a lucidez. A beleza do mundo some e nossa mente passa a andar em círculos, presa, sem liberdade. O que fazer quando isso acontece?

Thich Nhat Hanh responde a esta pergunta no texto sugerido desta semana ( clique aqui ). Ele nos ensina que o modo mais sábio é reconhecê-la, permitir que exista, e abraçá-la ternamente. Nunca reprimi-la. Você a abraça ternamente com a energia de plena atenção. O Buda recomendou enquanto estivermos bravos nós não digamos ou façamos qualquer coisa, porque isso é perigoso. Após abraçar a raiva é muito importante praticar o olhar em profundidade nas raízes de nossa raiva.

Pescaria: Rigor, susto e a preguiça (ou, MMM, cadê a mamãe?)



Não lembro em que livro li algo muito interessante sobre disciplina. Dizia que as coisas para as quais somos comumente disciplinados foram aprendidas na infância, porque tínhamos um pai e uma mãe que ficavam no nosso pé para escovarmos os dentes antes de dormir, lavarmos as mãos ao chegar em casa, tomarmos banho todos os dias, etc.

É inevitável concluir: disciplina depende de alguém cobrando você. Parece factível? Para mim, parece. Vou explicar.

Frequentemente, vejo alunos matricularem-se nas minhas aulas de yoga super animados e, em poucas semanas, deixarem-se levar por uma falta, duas, três, até que ficam com preguiça e deixam de praticar. Curiosamente, quando os reencontro na rua, meses ou anos depois, eles me dizem que estão fazendo academia de ginástica. E logo depois vem a justificativa: “meu médico mandou”.

Por que não tiveram disciplina suficiente para manter uma prática regular de yoga e tiveram para fazer academia toda semana? Claro, porque alguém lhes mandou! (Ou os assustou.)

Disciplina não tem a ver com prazer. Tem a ver com cobrança e com necessidade. Lazer tem a ver com prazer.

Vamos pensar que você, como eu, adore ler. Ler é um prazer e você o faz sem esforço. Até que chega um momento em que decide fazer um mestrado e precisa ler, pelo menos, 100 páginas por dia, todos os dias, do contrário não fará a revisão bibliográfica necessária para sua dissertação.

O que ocorre com aquela facilidade que você tinha de passar a mão num livro e ler por horas a fio? Desaparece. Por quê? Porque agora a leitura é uma obrigação e, se você não tiver disciplina, não lerá as 100 páginas por dia. Até que chega o prazo final da qualificação e você faz em poucos meses o que deveria ter feito em 2 anos – e adquire a disciplina de leitura e escrita diárias para concluir sua tese.

Muitas vezes penso que deveria ser mais dura com meus alunos a respeito de sua própria disciplina de vir às aulas. Mas nem eu sou a mãe deles, nem eles são crianças. Então, só posso esperar que descubram a disciplina do yoga por conta própria. Contudo, quando chega o inverno, eu talvez devesse agir diferentemente.

Em 2008 eu frequentei 3x por semana aulas de Body Jam numa academia, até que tiver de parar para cuidar de uma estafa física/mental. Tudo bem, acontece. Mas eu tinha disciplina para frequentar estas aulas, porque fazia parte das recomendações médicas de manter atividades aeróbicas. Alguém tinha me assustado o suficiente para eu me tocar que devo cuidar melhor da saúde!

Neste ano, tenho me desafiado novamente a manter disciplina, voltando a frequentar uma academia de ginástica. Não é raro o dia em que penso “ah, hoje vou ficar em casa e descansar”. Mas é nesta hora que lembro as consequências de não manter exercícios aeróbicos para me convencer de que devo ir.

Agora que está frio, muitos alunos deixam de vir para as aulas ou de frequentar suas academias. Todo ano é sempre a mesma coisa, mas é no inverno que o yoga pode trazer mais benefícios para a saúde, porque comemos mais e movimentamo-nos menos.

Entretanto, ninguém consegue ser convencido facilmente pelos benefícios de algo. Um filho não escova os dentes porque sente que será bom manter seus dentes sadios – seus dentes já são sadios! O que o convence a escovar os dentes é perdê-los… e a firmeza dos pais. Ou seja, é a perda – um malefício – que nos convence a adotar determinadas disciplinas. E alguém nos dizendo que devemos fazer isso.

Então, para ajudar meus alunos com sua disciplina, eu talvez deva lhes mostrar o que perdem deixando de vir as aulas. E talvez fosse bom assustá-los um pouco.

Não vindo fazer as aulas, ficarão estressados ao ponto de, daqui 6 meses, terem de tomar remédio. Ou ficarão com dores nas costas e nas pernas ao ponto de, daqui 6 meses, terem de se submeter a sessões de fisioterapia ou a fortes analgésicos. Ou começarão a sentir insônia novamente, tendo que recorrer a medicamentos. Ou voltarão a ter cãimbras, inchaço nas pernas, dores nas articulações. A respiração voltará a ser curta, a ansiedade voltará a paralisá-los.

Yoga faz bem, é fato. Mas você não se convencerá de manter sua prática de yoga apenas porque ela faz bem. Outra porção de coisas faz bem do mesmo jeito. Convença-se pelas coisas ruins que vêm quando deixa de praticar.

Não é fácil ter disciplina, não é. Mas alguém tem que pegar no seu pé para que você tenha. Sua mãe, seu pai, seu médico ou sua professora.

Venha para as aulas. Você já chegou até aqui e parar agora não é uma boa ideia.

Um beijo, Mayra.


PS: Neste outro post, falo sobre disciplina e as escolhas que fazemos. Leia também.


Comento:
O que Mayra chama de disciplina, que chamo de rigor, e tem a ver com o niyama Tapas.

Nem sempre fazemos o que percebemos, sentimos, intuimos de corpo+mente+espírito ser do Bem para nós mesmos: a grande maioria segue o mimo, a moda ou o medo (MMM) e por isso é comumente chamada de massa= um grupo enooooooooooooorme de seres humanos, indistintos e indistinguíveis seguindo em alguma direção sem se questionar o por quê .

A maior parte das pessoas está tão acostumada com a ignorância (que é vizinha da maldade), com os paradigmas e os condicionamentos que não sabe ou consegue fazer escolhas individuais, escolhas bondosas, positivas, salutares para si mesmas. Não escolhe por falta de escolha (ignorância); não muda a escolha por medo de ser diferente, de exercer sua alteridade e acabar sozinha; e fica lá sentada no sofrimento e na doença, morrendo aos pouquinhos no meio da massa e 'jogando' a culpa nos outros, ou em alguma condição (social, ambiental, financeira, temporal, até na gôdola do supermercado!).

A regra é clara: em geral, na maioria esmagadora dos casos, a pessoa quando faz atividade física, faz a atividade física que  meio de amizades dela exige, ou que o médico dela impõe (e na boa, a maioria esmagadora dos médicos educados na tradicional medicina ocidental baseada em estatísticas e evidências materiais ignora que o Hatha Yoga é agente pro-ativo promotor da saúde e desconhece que as posturas=aasanas podem ser prescritas como remédio que aliviam a dor, corrigem (d)efeitos e que podem curar), até ficar esgarçada e depois ficar deitada esperando a morte chegar, bem aborrecida e doente. Hermógenes denomina este comportamento grupal insano de Normose.

E aí, vai arriscar a aprender outras coisas e poder escolher viver independente, saudável e contente?
Ou vai continuar esperando que alguém te bote medo ou cabresto?

Perguntas + frequentes: Relaxamento

Por que o relaxamento dessa vez não foi tão bom quanto o da última vez?

O relaxamento realizado no final da aula é uma prática de disponibilidade e desapego, não é uma prática de empenho como são as posturas=aasanas.

Como em qualquer parte de uma prática de Hatha Yoga, em cada relaxamento acontecem sensações singulares, portanto, nunca busque repetir seu desempenho no relaxamento, mesmo porque não há o que desempenhar.

Para praticar os aasanas precisamos ouvir e executar ações externas que são visíveis e ações internas, que são sensações que procuramos ter, provocar, ou imaginar com veracidade. Aasanas estão relacionados com o aspecto do fazedor que existe em nós, pois neles precisamos nos dedicar objetivamente de corpo (com todos do seus sentidos alertas, principalmente o sentido da audição), mente (alerta) e espírito; já o relaxamento está relacionado com a nossa capacidade de deixar ir, de não fazer, de se colocar em disponibilidade para que receber o relaxamento, de desligar ou diminuir a intensidade sensorial dos órgão dos sentidos (prathyahara) deixando por último a audição, é claro.


Não conseguir relaxar pode estar relacionado com:
  • um estado maior de ansiedade ou preocupação;
  • uma prática de aasanas que não foi 'exatamente' o que a pessoa precisava;
  • um menor empenho da pessoa durante a praticar os aasanas;
  • uma incapacidade de se desligar=desapegar dos movimentos da mente;
  • mente que julga;
  • uma incapacidade de ouvir e seguir o roteiro de relaxamento;
  • exaustão, cansaço ou desânimo;
  • comer demais ou de menos antes da prática;
  • ambiente insalubre ou inadequado (com cheiros, sons, luminosidade inadequados, ambiente sujo);
  • falta de foco, de um mínimo de atenção relaxada;
  • dor persistente;
  • expectativas (um tipo muito discreto de ansiedade e uma necessidade clara de querer manter o controle da situação onde não se tem controle)

O fato de você relaxar hoje não é um certificado de que você vai relaxar sempre.

O fato de você não relaxar hoje não atesta que você é ou se tornou incapaz de relaxar.

O que é certo (percepção direta e correta) é que se você relaxou, você experimentou o desapego (vairagya).

Propósito


'Se você acha que os pensamentos se pensam sozinhos e que a mente é impossível de dominar, então você, inadvertidamente, abriu mão da experiência de ser, você apenas está no mundo (...).'

'Estabelecer um propósito determina que a mente funcione de forma concentrada, atenta e vigilante a todos os detalhes que obstaculizam ou promovem o avanço na direção dessa conquista. Enquanto isso, as mentes dos que não possuem propósitos ou que se dispersam pulando de desejo em desejo funcionam como caminhos que se bifurcam em outros, que se bifurcam em outros... A falta de resolução é fatal e resulta nessa estranha condição mediante a qual parece que os pensamentos se pensassem sozinhos e que não houvesse o pensador interno a dominá-los. Todo avanço e conquista resulta de propósitos firmes e de pessoas resolutas que se consagram a esse caminho, a despeito de que a força das circunstâncias lhes seja contrária. Propósito é tudo!'
Quiroga

20101026

DSY 1.10 - Sono sem sonhos


1.10 Abhava pratyaya alambana vritti nidra

 O sono profundo ocorre quando a mente não está em menhuma outra atividade.

abhava = ausência, não-existência, a não-ocorrência, a negação, o vazio, o nada
pratyaya = a causa, o sentimento de causalidade, ou princípio cognitivo, noção, conteúdo da mente, apresentou idéia, a cognição
alambana = apoio alambana, substrato, apoiando-se, dependentes, tendo como base ou fundação
vritti =  operações, atividades, flutuações, modificações, alterações, ou várias formas de campo da mente
nidra = sono profundo

O sono profundo é uma atividade regular e habitual da mente e há um tempo adequado destinado à esta atividade, que é natural em todos os seres vivos.

Sono bom restaura e vitaliza. Sono mau gerado pelo torpor ou pela estagnação provoca desânimo e exaustão e torna a mente muudha.

DYS - 1.12 Como chegar ao estado de Yoga


1.12 abhyasa vairagyabhyam tat nirodhah

A mente pode atingir o estado de Yoga através da prática e do desapego.

abhyasa = por ou com a prática, prática repetida

vairagyabhyam= não-apego, por ausência de desejo ou desapego, a neutralidade ou a ausência de cor, sem atração ou aversão
tat =  daqueles, que através de
nirodhah = controle, regulação, canalização, domínio, integração, coordenação, compreensão, acalmando, acalmando, anulação das



Abhyasa e vairagya são as duas  práticas irmãs, e são os meios de coordenar (nirodhah, 1,2 ) os vários níveis da mente, de forma a experimentar o verdadeiro Eu ( 1,3 ). Todas as muitas outras práticas de Yoga repousam nestes princípios.

Duas direções: Existem duas direções que se pode ir na vida, bem como as ações individuais, fala ou pensamentos. Uma direção é para a verdade, realidade, auto, ou realização espiritual.  O outro sentido é inverso, e envolve os modos de vida, ações, palavras e pensamentos que levam afastam das experiências mais elevadas.

Abhyasa (estudo ou prática constante e determinado”, Iyengar, A Árvore da vida) pode ser comparado ao motor ou ao impulso que pode nos levar ao estado de Yoga. Significa cultivar o estilo de vida, ações, palavras e pensamentos, bem como as práticas espirituais que levam na direção positiva (em vez de ir na direção oposta, criando cada vez mais paradigmas e crenças não verdadeiras).

Vairagya é a prática de, gradualmente, deixar de ir a 'mentalidade colorida'( 1,5 , 2,3 ) que se desvia da Realidade Única (a mentalidade colorida nos encaminha para a direção oposta, dando-nos a apegos e aversões).

Para ser capaz de fazer as práticas e de cultivar o não-apego, é necessário se tornar  cada vez mais hábil, mais constante e melhor a capacidade de discriminar entre as ações, fala e pensamentos que podem levar na direção correta, e aqueles que são um desvio ( 2,26-2,29 , 3,4-3,6 ). Saber discriminar, distinguir é tanto a base prática e também a ferramenta mais sutil da viagem interior.

Pescaria: A postura e o YOGA

A postura e o YOGA



Hoje falarei de um assunto muito discutido por nós fisioterapeutas, a Postura. Infelizmente poucas pessoas tem conhecimento da grande influencia da nossa POSTURA sobre o corpo e sobre nossas vidas, seja no plano fisico como tambem no emocional.

Algumas pessoas tem dores pelo corpo devido a problemas posturais.Na fisioterapia o tratamento das alteraçoes posturais/ má postura é feito com RPG e pilates.

Com tristeza ja acompanhei pacientes que passaram por uma consulta médica e receberam erroneamente apenas um tratamento medicamentoso, sem pedido de exames ou da Avaliaçao Postural, que detecta essas alteraçoes. Trouxe para voces um pequeno trecho de um livro sobre a postura e a correção postural com a pratica de YOGA.

Saliento a necessidade de uma equipe multidisciplinar, formada pelo médico ortopedista, o cirurgião dentista e o fisioterapeuta, pra realizarem juntos o diagnóstico e o tratamento de tais alterações. Felizmente alguns profissionais ja trabalham em equipe, assim o resultado vem mais rapido e com menor recidiva(o retorno da atividade de uma doença).

Ate Breve....


Relação POSTURA X YOGA:

A má postura(1) cansa e rouba energia do corpo, além de criar pontos de hipertonia(2) e hipotonia(3) muscular. Também ocasiona compressões e tensionamentos que desencadeiam, em maior ou menor grau, desequilíbrios que nos atingem não só no plano físico, mas também no emocional.

Apresentando contrações exageradas e crônicas, a hipertonia provoca tensões e pressões internas indesejáveis, má circulação e fibrose(4) nos órgãos e músculos que por isso se tornam mais vulneráveis a traumatismos. A hipotonia muscular, caracterizada por contrações abaixo do normal, torna a circulação do sangue lenta e insuficiente, favorecendo problemas de eliminação, nutrição e oxigenação nos órgãos, músculos e tecidos corporais em geral. Já a boa postura resulta de um equilíbrio muscular e articular harmonioso, envolvendo o corpo todo.

...

(1) Postura: é o alinhamento do corpo quando estamos em pé.
(2) Hipertonia muscular: acontece quando um músculo permanece excessivamente tensionado ou contraído.
(3) Hipotonia muscular: acontece quando um músculo permanece menos tensionado do que devia, ou flácido.
(4) Fibrose: ocorre quando o tecido muscular é substituído por tecido de sustentação, rico em fibras, com consequente encurtamento e enrijecimento dos músculos.

...

Quando estamos habituados a posturas defeituosas e antinaturais, é necessário realizar um trabalho de reeducação corporal até que o normal se torne novamente natural. A musculatura esquelética(5) forma um conjunto em que cada parte influencia o todo, e o seu equilíbrio é fundamental para uma boa postura. Por exemplo, a musculatura das pernas e da região pélvica influencia fortemente as curvas da coluna vertebral,(6) que estão mais acima, a saber, lombar(7), dorsal(8) e cervical(9), assim como o posicionamento dos ombros. Cada músculo não deve estar nem menos, nem mais contraído que o conjunto do corpo.

As articulações precisam ter boa mobilidade e os movimentos devem ser feitos sem contrações musculares desnecessárias. A vida excessivamente sedentária e agitada nas grandes cidades, a respiração geralmente curta e superficial, ao lado de hábitos corporais viciosos que prejudicam a boa postura perturbam, de alguma forma, o funcionamento do organismo como um todo, com repercussões nos diversos aspectos da nossa vida que podem causar grandes transtornos.

...

(5) Musculatura esquelética: é a musculatura que movimenta o corpo.
(6) Coluna vertebral: eixo de sustentação do esqueleto. Compõe-se de 33 vértebras: sete cervicais; doze dorsais; cinco lombares; cinco sacras; quatro coccígeas (Fig. 1).
(7) Lombar: região da coluna na altura da cintura, composta por cinco vértebras.
(8) Dorsal: região da coluna lombar entre as escápulas (omoplatas), composta por doze vértebras.
(9) Cervical: região da coluna composta por sete vértebras, que vão desde a base do crânio até a parte alta das escápulas.
(10) Vértebras: são os ossos que compõem a coluna. ...

...

A coluna vertebral sustenta o corpo na posição ereta. O seu movimento é tridimensional, sendo capaz de flexionar-se para a frente, para trás e para os lados. É composta por um conjunto de vértebras(10) sobrepostas umas às outras, articuladas entre si de forma a facilitar nossa locomoção e movimentação. Do ponto de vista evolutivo, trata-se de uma estrutura complexa ainda não completamente adaptada à postura bípede do ser humano e menos ainda às condições da vida moderna sedentária.

...

Determinada por nossa estrutura física, herança genética, pela imitação, por influências socioculturais, fatores psicológicos e hábitos em geral, nossa postura não só reflete como até certo ponto também cria e condiciona uma disposição física e um estado emocional pela repetição de padrões dinâmicos(11) e estáticos.(12)... ...

O corpo humano possui uma surpreendente capacidade de recuperação e autoregulação (homeostase), precisando, na grande maioria das vezes em que há problemas, apenas dos estímulos corretos para ficar bem. Para isso, a prática do Hatha Yoga pode representar valiosa ajuda..

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Para pessoas com mais idade, quando bem dosados, os exercícios são especialmente benéficos na osteoporose(13) e na artrose(14), pois aumentam a força muscular e melhoram a disposição física. Além disso, desequilíbrios posturais que extrapolam os limites biomecânicos(15) do corpo causando cansaço crônico, aumentando a irritabilidade e favorecendo instabilidades emocionais são significativamente reduzidos com a prática do Yoga.

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Por meio de uma ação direta sobre os órgãos internos, o sistema hormonal e os sistemas nervosos voluntário(16) e autônomo,(17) além do bem-estar físico que proporciona, a prática dos ásanas combinada com pranayama(18) e meditação(19) pode ser bastante benéfica para a estabilidade emocional, sendo particularmente eficiente em casos de depressão, ansiedade, bulimia(20) e anorexia nervosa.(21)

(11) Padrões dinâmicos: referem-se à maneira como nos locomovemos e movimentamos o nosso corpo, com passos curtos ou longos, lenta ou rapidamente, e assim por diante.
(12) Padrões estáticos: referem-se aos hábitos posturais, como manter as costas arqueadas, ou retas demais, travar os joelhos na posição em pé etc.
(13) Osteoporose: descalcificação excessiva dos óssos, tornando-os frágeis e quebradiços.
(14) Artrose: degeneração articular..
(15) Biomecânica: processo de funcionamento de um ser vivo. No caso, o corpo humano.
(16) Sistema nervoso voluntário ou somático: interage com o meio ambiente à sua volta.
(17) Sistema nervoso autônomo ou visceral: diz respeito à vida vegetativa, isto é, ao funcionamento do organismo.
(18) Prana, em sânscrito, significa energia e ayama quer dizer controle, contenção. Pranayama se refere às práticas respiratórias destinadas a alterar a circulação de energia do e no organismo.
(19) Meditação: reflexão, auto-observação.
(20) Bulimia: doença que leva a pessoa a vomitar aquilo que acabou de comer.
(21) Anorexia nervosa: doença em que a pessoa deixa de se alimentar por se achar gorda demais, mesmo estando magérrima.



Algumas pessoas questionam se o yoga combina com o jeito ocidental de viver e a sua constante exigência de ação, competitividade e produtividade. A resposta é sem dúvida sim, porque praticando yoga aprendemos a acumular energias, tanto físicas como mentais, de maneira eficiente para enfrentar os desafios da vida. Diferentemente da ginástica ocidental que, em geral, gasta energia de forma administrada, o Hatha Yoga é uma prática energizante, revitalizante e harmonizadora.

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O nosso corpo é o instrumento fundamental que temos para enfrentar a vida. Quando não está no seu melhor estado de funcionamento, em algum grau o nosso relacionamento com o mundo será comprometido...

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CORREÇÃO POSTURAL

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Por depender de fatores físicos, biomecânicos, do estado de saúde como um todo, de fatores socioculturais, profissionais e emocionais, a nossa postura e a maneira como nos movimentamos podem tornar a correção postural um processo difícil e trabalhoso, que deve ser conduzido por um profissional especializado ou até mesmo, em certos casos, por uma equipe multidisciplinar.

No entanto, agindo cautelosamente, o praticante de yoga atento pode avançar muito posturalmente, valendo-se da prática de posições do yoga.

...

De um ponto de vista estritamente corporal, a correção da postura gira em torno de cinco procedimentos básicos. São eles:

...

1) Alongamento e fortalecimento musculotendíneo da parte posterior do corpo, a chamada cadeia muscular postural posterior.
2) Alongamento e fortalecimento musculotendíneo da parte anterior do corpo, a chamada cadeia muscular postural anterior.
3) Fortalecimento da musculatura abdominal.
4) Alongamento e fortalecimento da musculatura anterior das coxas (quadriceps).
5) Ampliação da capacidade respiratória, especialmente da expiração.

...

A maioria dos trabalhos de correção postural se desenvolve a partir desses cinco procedimentos básicos.

YOGA POSTURAL - Corrrigindo a Postura com a Prática do Hatha Yoga (Silvio Camargo)
Editora: Pensamento-Cultrix

Negritos e tipos maiores são meus.

Pescaria: Yoga VS Pilates

Yoga VS Pilates

Você saberia me dizer a diferença entre pilates e yoga?

A verdade é que alguns profissionais (inclusive meus colegas fisioterapeutas)falam do pilates como ferramenta para tratamento de problemas de coluna e veem o yoga bem distante deste proposito! Aos que pensam assim, infelizmente informo que estao equivocados!

O pilates e o yoga tem mais semelhanças do que diferenças, isso sim de fato tem! Posso mostrar pra voces...


O metodo PILATES de condicionamento físico foi criado por Joseph Hubertus Pilates (1880 – 1967). Joseph Pilates era um alemão que, quando criança, era doente que sofria de raquitismo, asma e febre reumática. Na adolescência prevendo seu futuro numa cadeira-de-rodas começou a estudar, como autodidata, anatomia e fisiologia humana e fundamentos de medicina oriental(yoga). Com isso desenvolveu exercício em aparelhos rústicos inventados por ele. Praticando esses exercícios em aparelhos criou seu próprio método e tornou-se obcecado em superar suas limitações físicas. Com essa prática, ainda jovem tornou-se ginasta e mergulhador. Finalmente desenvolveu cerca de 500 exercícios que o ajudaram, bem como seus seguidores, a levar uma vida longa e saudável.

O YOGA é uma antiga filosofia de vida que se originou na Índia há mais de 5000 anos. Não obstante, ele figura ainda hoje em todo o mundo como o mais antigo e holístico sistema para colocar em forma o corpo e a mente. Literalmente, Yoga significa união pois ele une e integra o corpo, a mente e nossas emoções para que sejamos capazes de agir de acordo com nossos pensamentos e com o que sentimos. O Yoga nos induz a um profundo relaxamento, tranqüilidade mental, concentração, clareza de pensamento e percepção interior juntamente com o fortalecimento do corpo físico e o desenvolvimento da flexibilidade.


As Técnicas do Yoga

Existem várias modalidades de Yoga, cada uma enfocando um aspecto mais do que outro. As técnicas mais utilizadas são:

Ásanas: os exercícios físicos que fortalecem o corpo, aumentam sua agilidade e previnem contra várias doenças, principalmente as psicossomáticas. Diferente de outros métodos, os exercícios são feitos respeitando o alinhamento das cadeias musculares e com total consciência do corpo. Assim, não há risco de distensões ou lesões. Além disso, os ásanas desbloqueiam áreas tensas que impedem o fluxo da energia vital. Em última análise, as doenças surgem quando esse fluxo não é adequado.

Pránáyáma: são os exercícios respiratórios. No ínicio, eles vão reeducar os músculos envolvidos na respiração ampliando-a e melhorando a absorção do oxigênio. Depois, eles atuam em nossas emoções auxiliando-nos a lidar melhor com elas e produzindo um estado de equilíbrio interior. Os pránáyámas também agem diretamente sobre nossa energia, aumentando-a e melhorando sua distribuição pelo corpo.

Yoganidra: aqui, aprendemos a descontrair conscientemente cada músculo e cada parte do nosso corpo. Depois, nos imaginamos envolvidos por uma cor específica ou passeamos mentalmente por praias paradisíacas, belas montanhas, campos floridos, etc. Tudo isso para que possamos sair da agitação do cotidiano e perceber outras formas de viver com mais tranqüilidade. A serenidade advinda desses momentos é deliciosa e permanece por vários dias.


Compare as seguintes posturas de Pilates e de Yoga:

PILATES: POSTURA DA PONTE
YOGA: SETUBANDHASANA




PILATES: SHORT AND LONG SPINE (VELA CURTA E VELA LONGA)

YOGA: SARVANGASANA /VELA
PILATES: MONKEY (MACACO)

YOGA: Urdhva Mukha Paschimottanasana


















Perceberam algo em comun? :)

Segundo pesquisas, a Yoga e o Pilates têm se mostrado como duas formas muito eficientes para diminuir dores nas costas. É muito importante observar que existem diferentes tipos de problemas de coluna e um determinado exercício com excelentes resultados para um problema pode ajudar pouco ou não ter nenhum efeito num outro, podendo até mesmo prejudicar.

Um bom exemplo é quando existem partes da coluna apresentando pouca mobilidade normalmente região Torácica, nesses casos a região Lombar acaba ficando instável e propensa a lesões pelo excessivo uso destas vértebras ocasionado pelas atividades diárias, para compensar a falta de mobilidade da região Torácica. Quando em aula, se esse indivíduo realizar um exercício de rotação de tronco, sem ser feito um trabalho de conscientização e controle para limitar e estabilizar a rotação na lombar e aumentar a rotação na região torácica onde existe uma rugidez, a Lombar pode acabar se lesionando ou agravando um problema já existente. Veja bem que, pessoas com limitações de torácica e hiper mobilidade de lombar correm grande risco de sofrerem patologias mais sérias na lombar e, o exercício de rotação seria extremamente benéfico caso sera corretamente executado para corrigir esta deficiência.

Por isso, é importante que as pessoas portadoras de patologias ou dores musculares, antes de tentar se aventurar em casa, seguindo livros ou fitas, procurem um profissional habilitado para que aprendam corretamente os movimentos.

Na verdade a eficiência da prática da Yoga ou do Pilates vêm do desenvolvimento de um senso mais apurado de consciência corporal, dando chance ao corpo de se movimentar e responder de novas maneiras. Você passa a perceber o que a sua coluna está fazendo, vai alongar os músculos que estão tensos e encurtados e vai fortalecer os que estiverem fracos e instáveis.

Negritos são meus.
Comento:
Iyengar e Pilates são contemporâneos.
O método adotado por Iyengar faz uso de coisas que chamamos acessórios (e por isso, este método é chamado de Yoga da mobília) assim como o método Pilates. Vai ver o uso de coisas facilitadoras do movimento coordenado e correto estava no ar na época deles e ambos se oltaram para esta mesma direção, embora cada um a seu modo.

Pescado: As cadeias musculares e o Yoga


De fato todos sabem que as cadeias musculares* sao influenciadas por metodos como o RPG, mas e o yoga, ele influencia nas cadeias musculares*?

Cadeias musculares*- “É um conjunto de músculos de mesma direção e sentido que trabalham como um só músculo. São geralmente poliarticulares e se recobrem como telhas de um telhado” Françoise Mézières(1947).

Françoise Mézières, cinesioterapeuta francesa que trabalhava na alemanha,foi a primeira a falar sobre as cadeias musculares em 1950.

Leopold Busquet, fisioterapeuta francês que aproveitou os ensinamentos da Dra Françoise Mézières para criar o método Cadeias Musculares em 1987.

Phillippe Souchard,fisioterapeuta frances asociou-se à Mézières e hoje é reconhecido mundialmente como o criador do RPG como método em 1988.

Patandjáli (em sânscrito: पतञ्जलि , Patāñjali) viveu entre 200 a.C. a 400 d.C..Os Yoga Sutras compilados por Patandjáli provavelmente datam de 150 d.C.; formam uma grande obra contendo aforismos sobre a sua prática e da sua filosófia do Yoga e tem sido freqüentemente chamado de fundador da Yoga por causa deste trabalho; o Yoga Sutra é um tratado sobre o Raja Yoga, baseado na escola Samkhya e nas escrituras hindus do Bhagavad Gita.

Françoise Mézières, Phillipe Souchard e Leopold Busquet deixaram para nos fisioterapeutas o conceito por escrito de cadeias musculares e de como trabalha-las pra alcançar uma boa e saudavel postura com a reeducaçao postural. Pantajali nao usou cadeias musculares nas suas escrituras, mas isso nao significa que o yoga nao usa das cadeias musculares para reorganizar corpo e mente de um individuo! Eu disse mente sim, porque acredito que as nossas emoções tambem sao capazes de alterar a nossa postura!

Hoje quero mostrar pra vocês como o yoga influencia as cadeias musculares e proporciona a reeducaçao postural.

Iniciarei relembrando que a CADEIA MESTRA POSTERIOR é formada:

-Espinhais
-Pelvitrocanterianos
-Grande Glúteo
-Ísquio Tibiais
-Poplíteo
-Tríceps Sural
-Musculos Plantares


Existe uma postura (asana) no yoga chamada Adho Mukha Svanasana, essa postura é uma das mais usadas durante uma aula de yoga. Quando o praticante fica nessa postura existe tensionamento em toda a cadeia. Observamos o alongamento dos intercostais, diafragma, paravertebrais, isquiotibiais, gastrocnemio, sóleo, glúteo máximo, latíssimo do dorso e o redondo maior principalmente.

Adho Mukha Svanasana
Durante a execuçao desta postura se a cadeia posterior estiver encurtada e fraca o individuo alem de sentir dificuldade pra ficar na postura nao consegue completa-la de forma correta. Mas praticando essa postura o individuo irá sentir a transformaçao acontecer, e observará que a estabilidade e o conforto aumentam.

Mas para você sentir como a cadeia muscular posterior é alongada é preciso experimentar a postura com a ajuda de um profissional com formaçao em yoga.

Agora passando pra a CADEIA MESTRA ANTERIOR que é formada:
-ECOM (Esternocleidomasteoideo)
-Escalenos
-Corda Diafragmática
-Iliopsoas
-Adutores Pubianos
-Quadríceps
-Tibial Anterior
-Extensor Longo dos Dedos
-Extensor Longo do Hálux


Existe uma postura (asana) no yoga chamada Urdhva Mukha Svanasana, essa postura é uma das mais usadas durante uma aula de yoga. Quando o praticante fica nessa postura observamos o alongamento dos Ilíaco, Psoas maior, pectíneo, Adutor magno, Quadríceps, Tibial Anterior, Extensor Longo dos Dedos, Extensor Longo do Hálux principalmente.

Urdhva Mukha Svanasana


Deixo aqui uma breve demostraçao de duas posturas (asanas) que fazem parte de uma pratica de yoga regular. Mas lembrando que yoga nao é um simples alongamento ou exercicio é uma filosofia de vida, os asanas sao uma das oito partes que compoem o yoga, e se vc realmente praticar o yoga nao é somente o corpo que é trabalhado, mas a respiraçao, a mente e as emoçoes. E quando você chegar na mente e nas suas emoçoes você realmente consiguirá trabalhar mais a fundo a sua POSTURA!

O bom terapeuta de reeducação postural é aquele que consegue conciliar de forma congruente os diferentes métodos e princípios numa só intervenção de base centrada na pessoa. O bom terapeuta deve ter consciência da ambiguidade inerente aos conteúdos das diferentes técnicas e da ubiquidade procedente da tentativa de elaboração de um método de intervenção potencialmente ecléctico. Deve avaliar e reavaliar constantemente, puxar aqui, ajustar ali, corrigir acolá. E deve perceber que a postura é a personalidade do corpo.

ps: Se voce fisioterapeuta ou leitor ainda nao conseguiu visualizar a musculatura que esta sendo alongada nas duas posturas propostas Adho e Urdhva Mukha Svanasana, convido voce a experimenta-las com ajuda de um profissional com formaçao em yoga, so assim vc irá sentir onde realmente esta sendo alongado durante a realizaçao de cada postura proposta pra alongar cadeia posterior e anterior.

Negritos são meus.

Pescado: Roda do Yoga - INVERSÕES E RETROFLEXÕES

Por Eloisa Vargas

Toda a postura que lança nosso corpo para trás é uma postura que desafia nossos medos. O movimento "para trás" - backbend ou retroflexão associado às inversões ( cabeça para baixo), lança nosso corpo para o desconhecido e neste momento, sentimos como se fossemos dar um pulo no escuro. Em resposta, o corpo é travado pela mente hesitante como se houvesse um freio nos músculos impedindo o movimento e nos tornando incapazes de qualquer ação. Sentimos medo de enfrentar uma situação "diferente", nosso cérebro não está acostumado a enfrentar estes desafios de uma forma natural e espontânea e assim, reage disparando o medo no intuito de defesa. Nosso cérebro gosta de andar apenas pelo conhecido e é por isto que não somos seres muito criativos. Isto é perfeitamente normal. Portanto, se isto é normal, precisamos fazer algo diferente para quebrar este padrão e talvez, possamos ter a chance de nos tornarmos criaturas mais criativas, mais livres.

A liberdade produz criatividade e um ser livre do medo psicológico é um ser criativo. Como Iyengar diz: Seja cauteloso. Seja corajoso. Quando praticamos cautela o suficiente, é hora de praticar coragem. A cautela se refere ao estágio onde você está se preparando para a pose e isto poderá levar no mínimo quatro meses.

A preparação para um asana que apresenta um alto grau de dificuldade tem início com a correta atitude mental. É necessário praticar Prathyahara (abstração dos sentidos sensoriais) e em seguida, Dharaná ( fixar a mente em um único ponto, focar). Estas técnicas do Yoga possibilitarão a estabilização da mente para que possamos nos libertar do fluxo de pensamentos. A mente necessariamente deverá estar calma, sem movimento, em silêncio. Podemos focar na respiração para obter este estado.É necessário lidar com todo o aparato psicológico em inversões e retroflexões. Precisamos eliminar a fonte da qual emanam as sensações do medo que estão chegando ao corpo através da memória, do pensamento. A atenção ( foco) é a chave para cessar o fluxo de pensamentos que perturbam nossa serenidade trazendo impressões que se transformam em medo. Em certos momentos não podemos dar ouvidos aos pensamentos, aos registros, ao banco de dados dentro da nossa cabeça ou seja, ao nosso PASSADO. Precisamos nascer de novo a cada asana do contrário, o acúmulo de informações impede o processo.

Precisamos nos manter no "agora", sem pensar, sem acessar nosso banco de dados cujo conteúdo, registros gravados ( memória), despertam os nossos medos. O medo é um registro no nosso sistema de crenças. O medo é bom quando atua na nossa preservação e defesa. O medo de "algo real" é saudável. O medo psicológico é inútil e é sobre este medo, o psicológico, que as retroflexões/inversões atuam. Hatha Yoga é uma disciplina que parte do ponto físico ,e tem no físico a alavanca que desfará nossos bloqueios mentais. Para que a mente possa ser atingida através do corpo, as inversões e retroflexões colocam0nos em situações que, numa primeira abordagem , despertam este medo físico: o medo de cair no chão!Yoga significa equilíbrio. Em todas as situações da prática, estaremos na busca pelo equilíbrio usando a percepção para definir a localização do centro de gravidade que se altera a cada movimento sutil do corpo na busca da estabilidade da pose. Por outro lado, precisamos entender que, a menos que estejamos dispostos a correr riscos, não conseguiremos apresentar asanas de equilíbrio. A queda faz parte do jogo e não devemos teme-la. Devemos preparar nosso corpo para que esteja apto a sustentar seu próprio peso e, se por acaso ocorrer a queda, será dentro de padrões de segurança.Para resolver o medo de cair no chão , embora conscientes de que a queda poderá ocorrer, precisamos das técnicas e exercícios que manterão nossos braços, tronco, pélvis e pernas fortes para a demanda solicitada. Através disto, adquirimos "confiança" no corpo e através da confiança, aprendemos a lidar com o medo.

Alguns alunos, embora possuam condições para executar retroflexões e inversões recusam-se (inconscientemente) a fazê-lo. Significa que o processo de uma retroflexão /inversão não envolve apenas as condições bio mecânicas.

Negritos e tipos grandes são meus.

O Domínio dos sentidos

'Como consequência de um amor mal compreendido, os pais dão a seus filhos uma alimentação variada, estragando a saúde e criando neles gostos artificiais. Quandoas crianças se tornam adultas, seus corposjá estão doentes e o paladar pervertido. As consequências nefastas dasta fraqueza durante os primeiros anos nos atormentam a cada passo; gastamos muito dinheiro e somos presa fácil da medicina.
A maior parte de nós, ao invés de dominar os órgãos dos sentidos, torna-se seu escravo. Um médico de longa experiência dizia, um dia, que jamais vira um homem são. O corpo é prejudicado cada vez que se come muito, e tal prejuízo só pode ser reparado - em parte - pelo jovem.

Mohandas Karamchand Gandhi, em Cartas a Ashram, pag.38.
(tsc, Gandhi faleceu em 1948... )



Comento:

Concordo em parte.

A alimentação inadequada ( constituída essencialmente de produtos refinados, congelados, muito elaborados) deteriora toda a estrutura do ser humano. Quando teclo toda, é toda mesmo: degenera os tecidos e as funções do corpo, pervertendo o metabolismo, as emoções, os sentimentos, os pensamentos. O pior é que uma ação alimenta a outra, e sustenta uma espiral destrutiva.

A pessoa que se dispõe a praticar Hatha Yoga paulatinamente remove de si mesma os hábitos repetitivos, os pensamentos recorrentes, os pré-conceitos e pré-juízos e passa a se dar possibilidade de novas ou renovadas escolhas, mais próximas da vida plena, da saúde. Basta apenas se dar a oportunidade de começar a praticar, de vencer a inércia, a preguiça e deixar de lado o equívoco de julgar o que é desconhecido como se fosse algo já experimentado (viparyaya) e os condicionamentos (samskaras).

Praticar hatha Yoga é tonificar o corpo, reestruturar o metabolismo e descondicionar o comportamento, ventilar a mente.

Praticar Hatha Yoga é desafiar suas convicções e paradigmas, não se trata apenas de uma atividade biomecânica, e por isso, numa sala de aulas, percebemos tantas pessoas relutantes diante de si mesmas, elucubrando mentalmente e resistindo a enfrentar os desafios que os aasanas oferecem de uma forma natural e espontânea.

Além disso, a constãncia na prática de aasanas (posturas) vai limpando/purificando (Sauch )  o conteúdo celular, restaurando o metabolismo natural da célula e, a partir da recuperação da saúde da célula, re-estabelece a saúde física, emocional e mental da pessoa. Por isso, praticar regularmente Hatha Yoga traz contentamento (Santosha), e traz beleza (Kânti = beleza física, que é considerada um dos sinais da prática correta do Yoga, que ocorre como resultado da intensificação da atividade do prana no corpo).

Coma correto e mova-se com Consciência.

DSY 1.11 - Memória


1.11 anubhuta vishaya asampramoshah smritih

Memória é a retenção mental de uma experiência consciente.

anubhuta = experientes
vishaya =  objetos da experiência, as impressões
asampramoshah =  não ser roubado, não sendo perdido, além de não ter
smritih = memória, lembrando-se

Cada experiência consciente deixa uma impressão no indivíduo e são armazenadas como memória. Não é possível distinguir se uma memória é verdadeira, falsa, incompleta ou imaginária.

A memória pode ter sobre as associações: a memória é algo com o qual todos estamos familiarizados. Algumas impressões armazenadas anteriormente simplesmente são despertadas no inconsciente, e depois brota na consciência, de ter perfurado o véu entre o consciente e o inconsciente. No entanto, revisitar a  memória, muitas vezes traz consigo muitas outras memórias que, depois, ficam interligadas de tal forma que a memória original não é mais percebida em sua forma pura. Em outras palavras, a memória está sendo distorcida, pois nela estão misturados com outros tipos de padrões de pensamento.

A memória que está descrita aqui é a memória pura, sem ter aliciado ou sem acrescimos de outras memórias ou da criatividade, fantasia alucinante ou da imaginação, que é outro processo mental (vikalpa) . É bastante natural que essas impressões pensamento a subir no campo da mente. Ao discriminar entre os tipos de pensamentos, podemos ver quais são apenas memórias, e quais são as memórias que foram distorcidas e efetivamente se transformou em fantasias, que são vikalpa, descrita em 1,9 sutra. A memória sem gadgets, sem acréscimos não chega a ser preocupante para a nossa paz de espírito natural, ao passo que, quando associado com todos os outros processos , leva ao processo mental problemático que pode bloquear a meditação profunda.

20101025

Perguntas + frequentes: Respiração

Por que eu devo inspirar e expirar pelo nariz?

Inspirar e expirar pelo nariz exige mais coordenação neuromuscular sobre o processo respiratório, conscientiza do uso da musculatura que fazemos em cada fase da respiração. Sim, embora a fase de expiração seja considerada uma fase passiva, existe contração de um menor número de músculos do que na inspiração, que é considerada estatisticamente como a fase ativa da respiração (isso até você ficar de cabeça para baixo, e ter todas as suas 'certezas' neuromusculares subvertidas, rsrsrsrs!) Inspirar ou expirar pela boca engessa a caixa torácica, que de rigidez de caixa-caixão com no mínimo 40 superfícies articulares, não tem nada.

Falamos e comemos pela boca, respiramos (inspirando e expirando) pelo nariz.

Na pratica do Yoga é importante aprender a coordenar as diversas fases respiratórias (no Hatha Yoga usamos 4 fases, coordenadas paulatinamente a partir do domínio da expiração) pois conseguimos influenciar nosso estado mental através de práticas respiratórias diferenciadas conhecidas como praanaayaamas.

Se inspiramos constantemente pela boca, recebemos um ar mal preparado em nossos pulmões: o ar chega com temperatura e umidade inadequadas e não é filtrado.

Se expiramos constantemente pela boca, não temos um bom controle sobre a saída do sopro de nosso corpo, única e exclusivamente porque a boca é uma cano de saída com uma secção maior que o nariz e preparada com receptores sensoriais diferentes do nariz. Fazemos a expiração no modo automático, sem sentido, reforçando nossos condicionamentos físicos e mentais e a rigidez (emocional) do peito.

Quando inspiramos ou expiramos exclusivamente pela boca deixamos de dar informações importantes sobre a totalidade do estado fisiológico de nosso organismo, pois os terminais nervosos do nariz param de receber os estímulos/informações decorrentes da passagem do ar pelo espaço das narinas, consequentemente omitindo informações necessárias para o sistema nervoso e os centros de comando de resposta/coordenação de nossos sistemas fisiológicos passam a tomar decisões inconsistentes com o estado real ou veradeiro em que nosso organismo realmente se encontra.

20101021

Em seu lugar


"Se você tem comida na sua geladeira, roupa no corpo, um teto sobre sua cabeça e um lugar para dormir, você é mais rico que 75% do mundo. Se você tem dinheiro no banco, na carteira e tem algum trocado, você está entre os 8% mais ricos do mundo.
Se você acordou esta manhã com mais saúde do que doença, você foi mais abençoado do que um milhão de pessoas que não sobreviverão esta semana.
Se você nunca viveu o perigo da guerra, a agonia da prisão ou da tortura, ou as horríveis dores da fome, você tem mais sorte do que 500 milhões de pessoas que estão vivas e em sofrimento.

Se você consegue ler esta mensagem, você é mais afortunado do que 3 bilhões de pessoas no mundo que não conseguem ler nada. "

Pescado no QL

20101012

DSY 1.9 - Imaginação


1.9 shabda jnana anupati vastu shunyah vikalpah

A fantasia ou a imaginação (vikalpa) é um padrão de pensamento que tem expressão verbal e conhecimento, mas que não possui respaldo num objeto ou na realidade existente.

shabda = palavra , verbal, expressão sonora
jnana = pelo conhecimento, sabendo
anupati = seguintes, em seqüência, dependendo
vastu = a realidade, objeto real, objeto existente
shunyah = sem, no vazio
vikalpah = imaginação, equívoco verbal ou ilusão, fantasia, alucinação

A faculdade mentalde imaginar ou fantasiar é uma das atividades mentais mais intensas e initerruptas: uma boa parte da energia (ATP) e do tempo que nosso cérebro dispende é gasta na atividade de criar e encadear palavras e imagens, recriando um passado ou devaneiando um futuro que nem sempre tem a ver com a realidade.

Podemos criar imagens de fatos, estabelecer avaliações sobre as pessoas a partir da ausencia total de observação direta e indireta, sem nenhuma referência confiável ou verdadeira: são os pré-juízos, pré-conceitos. E da mesma forma como a compreensão incorreta pode gerar enganos 'coloridos', e por consequencia, aos resultados equivalentes.

Como a compreensão, a imaginação pode ser orientada através da prática do Yoga no sentido do melhor aproveitamento de suas potencialidades. Isto pode acontecer durante a prática de aasanas, quando usamos a imaginação para potencializar inicialmente uma sensação que não percebemos;também podemos fazer uso acertado da imaginação durante a meditação, quando estabelecemos um propósito, uma meta.

20101011

DYS 1.8 - A Compreensão Equivocada


1.8 viparyayah mithya jnanam atad rupa pratistham

O conhecimento incorreto ou errôneo (viparyaya) é o conhecimento falso formado por perceber uma coisa como sendo diferente do que ela realmente é.

viparyayah = cognição irreal , indiscriminação, cognição pervertida, conhecimento errado, equívoco, saber incorreto, não ver com clareza
mithya = do irreal, falsas, errôneas, ilusória
jnanam = saber, conhecimento
atad = não a sua própria, não que
rupa  = forma , a natureza, a aparência
pratistham = com base em, possuindo, estabelecido, ocupando, firme

A compreensão equivocada é o entendimento obtido através da percepção falha do objeto ou experiência, ou por má interpretação daquilo que é visto, observado ou estudado ou quando a fonte de pesquisa utilizada está corrompida. A compreensão incorreta pode ser tomada como correta até que condições mais favoráveis revelem a verdadeira natureza do objeto.

A compreensão equivocada é considerada uma das atividades mentais mais frequente, junto com a imaginação (DYS 1.9): o que você vê na figura abaixo?


As ilusões de ótica, o sucesso do prestidigitador, ou a graça da brincadeira do telefone sem fio* são experiências sensoriais que mostram como facilmente nossa compreensão dos fatos pode ser equivocada. Os 'achismos', dogmas e paradigmas também podem ser inseridos neste tipo de faculdade mental, já que podem nos levar ao conhecimento equivocado.

Isso se deve à nossa falta de capacidade em compreender a experiência que estamos vivenciando em toda a profundidade e em toda a extensão, muitas vezes por causa das experiências passadas e condicionamentos ou das opiniões equivocadas ( os 'achismos', a fofoca, ... ) de outras pessoas.

Lembre-se de quantas vezes você avaliou uma situação ou julgou uma pessoa, e depois descobriu que havia alguma peça ou informação que faltava, e essa nova informação fez a sua percepção mudar completamente. Por exemplo, imagine que você vê um amigo ou colega de trabalho que aparenta estar aborrecido, e cuja atitude pode parecer indelicada (negativa) para com você. Essa pessoa pode realmente estar com raiva por ter tido uma discussão com alguém, e a reação (cara feia) não teve nada a ver com você. Ou pode estar sentindo dor ou fome, e você pode ter interpretado a cara de dor ou de fome de maneira equivocada.

Ideias erradas podem causar ações coloridas (klishta): O problema com esses equívocos é que eles podem levar aos enganos 'coloridos', os chamados kleshas. Se fossem simplesmente equívocos sem cor, não haveria problema. Mas imagine o potencial dos equívocos dos relacionamentos com as pessoas, como no exemplo acima. O resultado pode ser o aumento do egoísmo, da malidicência, das atrações, das aversões e dos medos. Assim, é interessante se esforçar para que os equívocos (viparyaya) se tornem a percepção correta (pramana).

A prática do Yoga liberta, pois ajuda a reconhecer e controlar as causas da compreensão errônea.

brincadeira do telefone sem fio*
Para essa brincadeira serão necessárias, pelo menos, cinco pessoas, porém, quanto mais pessoas mais engraçado a brincadeira fica.
Sentados em linha reta ou em círculo, a primeira pessoa inventa secretamente uma palavra e fala, sem que ninguém mais ouça o que ela está falando, nos ouvidos da próxima pessoa .
Assim, o próximo fala para o próximo e assim por diante até chegar ao último.
Quando a corrente chegar ao último esse deve falar o que ouviu em voz alta.
Geralmente o resultado é desastroso e engraçado, a palavra se deforma ao passar de pessoa para pessoa e geralmente chega totalmente diferente no destino.