20090630

There’s no place like hOMe : tempo


O tempo é um outro fator que deve ser foco de atenção para a vivência da prática pessoal.

Deve ter uma duração compatível com todas as atividades da sua vida, para que a ‘falta’ de tempo não se torne uma justificativa para que a prática pessoal deixe de acontecer todos os dias. É claro que vão haver os imprevistos (a vida é feita deles!), e é interessante que haja espaço na vida para que ao imprevistos aconteçam, e que mesmo assim, a prática continue a existir em todos os dias.

É interessante que a prática pessoal seja realizada todos os dias, se isso for impossível, que o intervalo entre uma prática e outra seja o mínimo necessário. Também parece interessante manter o mesmo horário para praticar. A constância em praticar, a regularidade do horário cria no Corpo (daqui pra frente, Corpo = corpo-emoção-mente-consciência) uma espécie de predisposição em manter a prática que com repetição periódica se torna uma necessidade, uma pulsão do bem, pois o Corpo sabe que vai ficar melhor depois que a prática for feita.

Não importa quanto tempo você consegue reservar agora para praticar. Se conseguir tempo para praticar um (1) aasana, faça isso [lembre sempre: chegue com todos os seus corpos para praticar, por isso pare, assente, respire; pratique o(s) aasana(s); faça ao menos 3 minutos de Shavaasana). A soma de todos os períodos de prática com constância e concentração, mesmo que sejam curtos provoca um incremento na percepção e execução as ações internas e externas e também propicia que cada vez mais ações internas e externas sejam sustentadas conscientemente ao mesmo tempo, colaborando para a construção de um corpo holográfico, um corpo vivificado e presente.

Pratique!

20090628

Ilumine-se


video

Uma animação interessante da interação de Shakti, a energia feminina que tudo anima,
a energia que diferencia Shiva de shava, através dos cakras/centros nervosos ao longo da coluna vertebral.

Ilumine-se!

Fonte
Clique em Downloads

20090624

There’s no place like hOMe : definindo o local para praticar em casa


Como escolher o espaço físico (lugar) para sua prática pessoal?

O local de prática tem as seguintes características:
• Área: cerca de 2,10m X 1,10m, com uma parede disponível.
• Limpo e organizado, 'reservado'.
• Com temperatura agradável.
• Luminoso e arejado.

Necessário é um espaço um pouco maior que seu tapete de prática, um espaço onde se possa ficar deitado com os braços além da cabeça, onde se possa deitar e girar para fora a perna toda, estendida e perpendicular ao corpo.

Aqui em casa tenho dois espaços de prática, por enquanto.
Um é na sala, onde posso rolar pelo chão, outro é no meu quarto, que atende às condições acima.

O local deve ser mantido limpo, na hora da prática deixe todos os acessórios ao seu alcance, para não ter de sair do bem bom da prática à cata do cinto, do bloco, do almofadão ou do cobertor que você deixou de fora. Eu costumo guardar meus acessórios todos juntos e levo para o cômodo da casa onde vou praticar, no momento em que vou praticar. Dessa forma fica tudo organizado, não atrapalho o cotidiano da pessoa com quem divido a casa (e a vida) e eu não levo um tempão para encontrar o que necessito, não procastino a prática quer por disperdiçar tempo na busca do acessório perdido, quer por desanimar em encontra-lo.

Seu local de prática pode ter características que auxiliem o seu melhor desempenho: presença de cores vivas ou refrescantes, conforme sua preferência; pode ter objetos (fotos, imagens, desenhos) relacionados com sua devoção ou com os símbolos do Yoga, tudo como fonte de foco e não como semente para a distração.

Não tenho nada que demarque meus locais de prática, por escolha pessoal (eu já sou uma pessoa ‘totêmica’: o que tenho é minha cara, meu jeito, totem) e por ter intensa facilidade em manter a concentração, a atitude reverente e devotada em relação ao Yoga e no motivo de estar sobre meu tapete.

Um local claro e fresco, pode ter uma janela com vista interessante, mas que não distraia, que não exponha à curiosidade da vizinhança e ao sol direto durante o horário de prática.

Não deve ser tórrido no calor, nem gelado no frio.
Caso vá praticar à noite, verifique se as luzes são agradáveis.
Uso iluminação indireta, de noite, para não ter luzes estourando na minha cara.
Para algumas pessoas, luzes fortes nos olhos servem como fator de desorientação e que podem levar ao desequilíbrio nas posturas em pé.

Por raras vezes, uso um aroma no ambiente ou música.
Nestas ocasiões, prefiro óleos essenciais em difusores aos incensos, cuja fumaça por vezes mais me atrapalha que ajuda na hora de praticar.
Se usar um difusor ‘à vela’ tome cuidado coloca-lo num local seguro.

Pratique!

20090610

Corpo Fechado



Nem sempre nos damos a chance do movimento seguro.
Seguro porque é solto, vívivo, encadeado, sentido, apropriado (repleto de propriocepção).

Eventualmente, adoecemos, convalescemos e o corpo fica sensibilizado na região molestada; ou nos machucamos por conta própria pela exploração mais ou menos consciente de nossos limites; ou alguém propõe algum movimento que nos esgarça, desarticula.

Me movo incessantemente desde 2002.
Antes disso, era criatura 'bentônica', sedentária.
Ao longo desses anos, em duas vezes apenas movimentos instigados por mentor, nem sempre bem aplicados, me fustigaram: uma vez esgarçou, na outra, desarticulou. Um outro evento que me fez fazer casulo por algum tempo foi uma intercorrência fisiológica.

Não há remédio para prevenir os imprevistos.
Não há remédio para prevenir os equívocos a não ser a escuta precisa do corpo (próprio ou alheio).
E, uma vez golpeado, ainda que por acaso, o corpo vai se fechar.
Vai se fechar para evitar novos ferimentos, vai se fechar para dar o tempo de curar e depois da cura, vai ainda permanecer algo enrolado sobre o local golpeado mesmo depois de curado, por precaução.

Que curar é metade da cura, a outra metade é dar de novo o tempo do corpo se abrir, como se espera que uma flor se abra.

A extensão do enrolamento-casulo em geral é bem maior do que a falta de observação e a lógica indicam: a articulação sacro-ilíaca pode reduzir a flexibilidade do ombro ao joelho e fazer a perna pesar; o calcanhar pode fazer o corpo enrolar do pé até a cintura; uma intercorrência uterina pode fechar a pelve , congelar o peito e realçar as curvas orgânicas das vértebras da coluna.

Respeite o tempo do seu corpo, em caso de machucadura.
Aceite o casulo, o guardar-se.
A postura, o asana depois se recupera.
Sempre de outra forma, com outra elegância; no meu vivenciar, com bem mais propriedade/propriocepção.

20090608

A Princesa e a Ervilha


Adaptado do conto de Hans Christian Andersen

Era uma vez um príncipe que queria se casar com uma princesa, mas uma princesa de verdade, de sangue real meeeeesmo.

Viajou pelo mundo inteiro, à procura da princesa dos seus sonhos, mas todas as que encontrava tinham algum defeito. Não é que faltassem princesas, não: havia de sobra, mas a dificuldade era saber se realmente eram de sangue real.
E o príncipe retornou ao seu castelo, muito triste e desiludido, pois queria muito casar com uma princesa de verdade.

Uma noite desabou uma tempestade medonha.
Chovia desabaladamente, com trovoadas, raios, relâmpagos.
Um espetáculo tremendo!

De repente bateram à porta do castelo, e o rei em pessoa foi atender, pois os criados estavam ocupados enxugando as salas cujas janelas foram abertas pela tempestade.

Era uma moça, que dizia ser uma princesa.
Mas estava encharcada de tal maneira, os cabelos escorrendo, as roupas grudadas ao corpo, os sapatos quase desmanchando... que era difícil acreditar que fosse realmente uma princesa real.
A moça tanto afirmou que era uma princesa que a rainha pensou numa forma de provar se o que ela dizia era verdade. Ordenou que sua criada de confiança empilhasse vinte colchões no
quarto de hóspedes e colocou sob eles uma ervilha. Aquela seria a cama da “princesa”.

A moça estranhou a altura da cama, mas conseguiu, com a ajuda de uma escada, se deitar.
No dia seguinte, a rainha perguntou como ela havia dormido.

— Oh! Não consegui dormir — respondeu a moça, — havia algo duro na minha cama, e me deixou até manchas roxas no corpo!

O rei, a rainha e o príncipe se olharam com surpresa. A moça era realmente uma princesa! Só mesmo uma princesa verdadeira teria pele tão sensível para sentir um grão de ervilha sob vinte colchões!!!

O príncipe casou com a princesa, feliz da vida, e a ervilha foi enviada para um museu, e ainda deve estar por lá...

Acredite se quiser, mas esta história realmente aconteceu!

20090601

Lab Hatha : Laboratório Prático


Espaço para:

- construção de prática pessoal supervisionada;
- revisão de asanas que você sente dificuldade;
- estudo mais intenso de asanas que você quer conquistar;
- pesquisa e desenvolvimento de formas de sensibilizar a propriocepção;
- pesquisa de questões relevantes que surgem durante a aula.

Cabe destacar que é uma atividade somente para os alunos matriculados no curso (quem quer conhecer como é uma prática, o adequado é marcar uma aula experimental),
de participação voluntária (vai quem quer e pode),sem custo extra para quem participa.